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ALALAÔ
"Carnaval, carnaval, carnaval, eu fico triste quando chega o carnaval...". Luis Melodia estava errado. Carnaval não tem que ser triste. Eu sempre odiei o carnaval. Ter que ver os G.R.E.S. 24 horas por dia na TV é um saco. Então carnaval pra mim significava simplesmente isso. Dormir, ver G.R.E.S. e odiar o carnaval. Até ontem. Graças ao Rique (do Alguém Viu Meu KY?), eu fui ontem ao Basfond. Mega-evento carnavalesco, reúne de 3 a 5 mil bichas em Sampa. O máximo. Além de ter conhecido o Rique pessoalmente (e ele é um amor de pessoa), e alguns amigos a mais - também muito divertidos -, eu beijei muuuuuuuuiitoo e sambei como uma vaca velha. Tirei a camisa e abalei geral. Nada mal prum rockeiro... Descobri o verdadeiro significado do carnaval (que etimologicamente está óbvio: "Carne!") e acredito que não vou mais amaldiçoar os próximos. É só questão de boa companhia. Se você também odeia o carnaval, por qualquer motivo, eu recomendo ir a um baile carnavalesco. Dançar marchinhas e beijar pessoas sem nome pode parecer brega, antiquado, promíscuo ou sem nexo. Mas é bom demais. A vida é boa e eu não sabia. Telecoteco, esquindô, esquindô.
PENSAMENTOS VÃOS
E eu pensei em ser feliz. E eu cheguei a conclusão de que não existe felicidade. E eu pensei em ter amor. E eu descobri que não sou capaz de sentí-lo. E eu pensei em fugir da dor. E descobri que sem ela não há prazer. E eu pensei em ficar rico. Até que enfim pensei em alguma coisa útil.
P.S.: O cara dessa foto é a cara do Logan...kkkk
FICHA CRIMINAL
Talvez eu não devesse satisfações a ninguém, mas quero explicar mesmo assim. Sumi. Porque precisei. Porque quis. Estou num ritmo frenético de estudo, virei traça de biblioteca. Isso vai definir o que eu vou fazer da minha vida neste e nos próximos anos. Fora isso, tenho tido neuras e obsessões, que eu nem entendo e não teria por que compartilhar. Resumindo, é isso. Acredito que houve expectativa em torno do meu suposto relato sobre o segundo encontro de blogueiros. E como eu adoro contrariar expectativas, não vou relatar nada. Só pra não passar em branco, estava cheio. Cheio de gente desconhecida. Alguns gays, nada de mais. Teve choro, vela e fita amarela. Fui idolatrado. Cheguei tarde e saí cedo. E só. Só não me condenem. Vocês não sabem.
SOBERBA
Quanto mais se volta às raízes, mas se entende o presente e o que se é. Geralmente a vida nos vai empurrando pra longe delas, e acabamos perdendo traços de nossa identidade. Mas até quando se foge delas, elas martelam sua mente às vezes. Pra te tirar do olimpo. Pra você ver que é pele, osso, carne, nervos e intestino. E aí você sente saudade de si próprio. E saudade de algo que não foi. E vontade de ter mudado alguns rumos. E se expressa mal e não se importa. E tem em suas mãos o desejo mas a boca é sem palavras. Então, quando se encontra pessoas que te lançam às raízes, porque fazem parte delas, pode-se filosofar. E chegar a várias conclusões que desembocam em conclusão alguma. Mas te esvazia, e isso é bom. Fumaça de cigarro se misturando com fumaça de gelo seco. Filosofias e soberba. Filosofias sobre soberba. E sobre o que não é soberba. Medo é uma desculpa que você dá pra coisas que você não tem vontade de fazer, ou não quer tanto. Por causa do risco. E pelo risco não valer a pena. Custo-benefício. Medo e finanças andam juntos. Eu sei exatamente o que eu quero e eu quero agora. Centro das atenções. Quando te jogam às raízes e você não estava preparado, você não consegue ser o centro das atenções, mesmo que seja bom nisso. E sente inveja de quem consegue. Inveja boa. Ninguém pensou o contrário. Pra todo mundo a vida é uma bosta, só se aprende errando, e se você tem respeito pelos outros, não terão respeito por você. Todo mundo encontra pessoas que não fazem a menor idéia de como é um relacionamento. E aí se tem que explicar: "Agora você pode ficar bravo comigo e eu vou gostar disso."; "Agora você tem que me ligar pra pedir desculpas." E vai-se errando e aprendendo o que não é bom. Nada de Maquiavel, por favor. Até que você acerta e não encontra o príncipe encantado com o qual outrora sonhou, mas um ser humano de pele, osso, carne, nervos e intestinos que sabe lidar com seus defeitos e você com os dele. E então você acerta. Ou não. Mas pra mim, ha! Pra mim é tudo mais complicado. Porque eu não tenho a oportunidade de tentar. E errar. E aprender. E ser feliz. Ou infeliz, mas sabendo que tentei. Minha vida é muitíssimo mais complicada. Por eu ser uma aberração. Uma atração de freak show. E pior, uma atração de freak show que tem respeito por si própria e pelos outros. E pra encontrar outra atração de freak show que tenha respeito é muito complicado. Muito complicado. Porque não encontrei nenhuma até agora. E procurar, pra mim, é mais difícil. Por isso é muito complicado. Minha vida é muito complicada. E não sou eu quem a complica. E estou totalmente certo. Eu, sim, sou soberbo. E não me faz bem. Só quero minha cama quente, meu banho suave e minha vida feliz, ou o mais próximo disso, já que felicidade pura e simplesmente dita parece não existir. Quero alguém pra me ajudar a viver, pois não sou auto-suficiente. Tentei ser, e me esfolei. E quero parar de sonhar com alguém que não existe. Sei que tudo isso parece um monte de pensamentos jogados sem coesão e sem nexo. Mas pra mim, faz sentido. E pras minhas raízes também. E pras pessoas que fazem parte delas, acredito que também. Èlida, obrigado por ser minha amiga. Obrigado por me proporcionar momentos preciosos de filosofia perigosa às 3:00 da manhã. Te amo.
P.S.: Paulinha, também te amo.