|
|

`
CASH
Pode parecer meio nonsense o que vou dizer, mas:
Imagine um ser humano puto da vida por causa de um namorado antitabagista, abandonado na porra de uma boate da República, chorando, ir embora pra casa às 3 da manhã e descobrir que não pode ir embora porque não tem transporte público de madrugada em São Paulo, que merda! Daí o indivíduo entra no primeiro estabelecimento e enche o cu de chopp porque é a única coisa que tem pra afogar as mágoas. Obviamente seria muito mais propícia vodka para a situação. O sujeito enche o cu de chopp e corre pro banheiro pra chamar o hugo, depois de todo vomitado descobre que não tem pia na porra do banheiro. Até aí já são 5 da manhã. Ele vai embora vomitado, porco, suado, desesperado, chorado e sonolento. Entra na porra do busão mais pra lá do que pra cá, e é pra lá que fica. Acorda no ponto final com uma puta enxaqueca e sem saber voltar pra casa. Pior, o mundo cai em águas, tempestade fudida mesmo. Daí o cobrador diz que tem que subir tal rua que vai dar na tal da avenida que você tem que pegar pra ir pra casa. Você vai a pé, vomitado, porco, suado, desesperado, chorado, sonolento e agora, molhado pra casa, subindo a maldita rua que você não sabe onde vai dar. Até porque quando você chega na porra do final da rua você vê que ela não dá em lugar nenhum, senão num morro gigante, com uma puta escadaria maior que a da Penha (embora você nunca tenha chegado nem perto desta pra saber). Seu instinto diz: sobe, porra! E com aquela puta chuva e desespero incutidos na umidade que chega até sua cueca, você começa a acreditar que aquilo tudo é uma porra de uma Matrix que não está ali. Você fica tão anestesiado e feliz por estar tomando um puta banho de chuva às 6 da manhã num lugar desconhecido que começa a cantar e gargalhar. Você não desiste e quando chega em casa já parou de chover e você se sente livre. Tão livre que dorme por cinco dias. E decide ir pra uma orgia qualquer. Todos fodem seu rabo e você fode o rabo de todos. E é choque térmico o tempo inteiro, água e mistura de fluidos. Você transa com um japonês; um tiozinho; um inglês que caiu de pára-quedas; um cara lindo e gostoso e gentil, mas que arromba todo o seu cu sem piedade; um loiro manco e um negão com hemorróidas, com os dois ao mesmo tempo. Você enche o cu de vodka e cerveja e acha por dois segundos que aquilo é o paraíso. Até que você vai pra casa e não consegue parar de se perguntar por que diabos o seu amigo de Taiwan que mora em Nova York te deu uma nota de vinte dólares com a cara do Jackson estampada, como presente de Natal. Aí você chama a loira do banheiro, dá três descargas, nessa ordem: porra, buceta, caralho!
São os votos de Feliz o diabo, e um Próspero o caralho que o valha.
E A ARTE IMITA A VIDA MAIS UMA VEZ
OS ANTITABAGISTAS ESTÃO DE VOLTA
Estou puto. Não, estou muito puto. Na verdade eu decidi que tinha que tirar um dia pra me deprimir e por sorte, os cds da Legião Urbana estão R$ 10.00 nas Lojas Americanas. É sempre bom, eu me mato e ressurjo das cinzas como uma Fênix ou coisa do tipo. Mas desta vez é diferente. Além de deprimido, estou puto. Muito, muito puto. Foda-se que esta merda vai me matar um dia. Como diz o Renato, "Viver é uma dádiva fatal, no fim das contas ninguém sai vivo daqui". Quanto a gosto e cheiro ninguém é obrigado a gostar, isso eu entendo. O que não entendo é por que mentir. Por que fingir que não se incomoda, só pra "se dar bem". O paspalhão aqui acredita nisso, depois passa por um "perreio" desgraçado. E é a segunda vez que isso me fode os neurônios! Tá decidido, de agora em diante não namoro mais com não-fumante!
Do Espírito
Sai de mim
Que eu não quero mais saber de você
Esse "eu te quero" já não me convence mais
E agora já nem me incomoda
sai de mim, não gosto de ser rejeitado
E agora não tem volta
Eu pego o bonde andando
Você pegou o bonde errado
Sua curiosidade é má
E a ignorância é vizinha da maldade
E só porque eu tenho
Não pense que é de mim que você
Vai ter e conseguir o que não tem
Só estou aberto a quem sempre foi do bem
E agora estou fechado pra você
Não não não venha pra cá
Que eu não quero mais saber de você
Não me procura não
Você não vai me achar
Você não consegue entender.
(Renato Russo)